Pense rápido: quanto vale a sua vida? Você não soube responder, soube? Pode parecer bobo e tal, mas aposto que, durante sua vida, você já se deparou com perguntas do tipo “Se eu te desse 200 milhões, tu me darias tua vida?”. Eu não venderia a minha vida por esse preço. Nem fodendo. Você venderia?
Pode parecer algo superficial mesmo, mas isso vem me incomodando de uns tempos pra cá. Quando nascemos, a primeira coisa que fazem é vender nossa vida. “Meu filho vai ser rico, bem-sucedido”. Porra, CADÊ AQUELES 200 MILHÕES AGORA?! Já que venderam minha vida, DÁ PRA CÁ! Uma coisa que me intrigou muito foi quando ouvi uma história de um homem que chegava para um músico, após uma apresentação fenomenal, e dizia-lhe: “Eu daria minha vida para tocar como você!”; e, em seguida, o músico lhe respondia: “Pois é… Eu dei a minha”. E, de fato, quem chegou lá não é porque era bom, mas porque dedicou parte de sua vida a isso; os 200 milhões só foram substituídos por outra coisa, foram adiados. Num raciocínio lógico: muitos querem ser jogadores de futebol; por quê? Jogadores de futebol são bem pagos, famosos e desfrutam de todas as coisas que a grande maioria das pessoas gostaria de poder desfrutar; jogadores de futebol têm 200 milhões. Como eles conseguiram? Eles venderam suas vidas, em treinos e coisas do tipo, por esses 200 milhões. Mas, se lhes perguntassem se eles desejariam vender a vida deles por esse dinheiro, a resposta também seria não.
Viver é o quê? Cabe a cada um sua própria definição para vida, da mesma forma como lhes cabe definir suas prioridades. Dinheiro é essencial à vida? Quanto vale seu tempo? Você é o melhor, mas nem sabe que é; você nem sabe quem é. Sua alma é esses 200 milhões, eles estão em sua posse. Você vai gastá-los para comprar a vida de outra pessoa, ou vai querer fazer a sua?
E aí, quer fazer negócio?
Escrito por G. T.
Escrito por G. T.
Escrito por ojcd